Ecommerce e a pandemia

Desde que o primeiro caso de Coronavírus foi confirmado no Brasil, todos os mercados foram submetidos a mudanças e replanejamentos.

O medo era de que as vendas online diminuíssem de forma brusca e prejudicasse a atuação de muitas lojas virtuais, além, claros, das lojas físicas.

Foi preciso se reinventar! Tanto as lojas físicas quantos os e-commerces precisaram pensar em formas inovadoras de manter suas vendas mesmo na crise atual em que o mundo se encontra.

As lojas físicas, ainda que façam vendas através das redes sociais, acabaram sentindo mais o impacto por estarem obrigatoriamente fechadas.

Aumento nas vendas no ecommerce

Mas e as lojas virtuais? As vendas online tiveram um aumento de mais de 40% em comparação a março de 2019.

O Movimento Compre & Confie e a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico realizaram uma pesquisa sobre os impactos do Coronavírus no mercado de e-commerce brasileiro e apresentou, entre outros dados, que o faturamento aumentou 28% em comparação a fevereiro e março de 2019.

De fevereiro para março o aumento foi de 20,38%, segundo o índice MCC-ENET, feito pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, também em parceria com a Compre & Confie, e o faturamento chegou a aumentar 20,40%. 

No número total de vendas em março, 22,39% foram feitas no Sudeste, 18,70% no Centro-Oeste, 18,32% no Nordeste, 16,08% no Norte e 13,83 no Sul do Brasil.

Ainda que esses dados possam sofrer variações diante das metodologias de pesquisa, pode ser facilmente comprovado que esse será um dos melhores cenários para a venda online, independente dos segmentos.

Vale levar em consideração de que as pessoas estão em casa e sem acesso às lojas físicas, que é a grande aliada do mercado online.

O único segmento físico que conseguirá manter ou até aumentar seus lucros nesse cenário é o alimentício, como mercados, mercearias e restaurantes.

Os aplicativos de delivery também foram beneficiados com essa situação. Até as compras de medicamentos e produtos de higiene pessoal tiveram um aumento significativo nas vendas online.

Ainda, segundo o índice, 12,3% de pessoas utilizaram lojas online para fazer suas compras, apontando um crescimento de 2,1% do mesmo período no ano passado.

A porcentagem de compras feitas em fevereiro separadas em categorias ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação com 40,2%; móveis e eletrodomésticos com 24,9%; tecido, vestuário e calçados com 12%, artigos de uso pessoal e doméstico com 10,4%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos com 8,2%; hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com 2,6% e livros jornais, revistas e papelaria com 1,6%.

Para saber mais sobre as pesquisas feitas sobre o mercado online basta acessar o site da MCC-ENET e conferir as análises em tempo real.

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